Cerimônia do Jaleco emociona ingressantes de Medicina e marca o início de uma nova jornada profissional

Compromisso com a vida, o cuidado e a responsabilidade humana
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Há momentos que representam mais do que o início de uma nova etapa. Eles carregam sonhos, sacrifícios, expectativas e histórias que começaram muito antes daquele instante. Foi assim durante a Cerimônia do Jaleco do curso de Medicina do Unifip, uma noite marcada pela emoção de estudantes e familiares que testemunharam o primeiro grande símbolo de uma caminhada que, para muitos, começou ainda na infância.

Ao vestir o jaleco pela primeira vez, os novos acadêmicos não celebraram apenas a conquista de uma vaga no curso de Medicina. Eles assumiram, simbolicamente, o compromisso com uma profissão que exige conhecimento, ética, responsabilidade e, sobretudo, humanidade.

Entre os ingressantes está Kauâ Arnaud, que conta que o desejo de seguir a carreira médica nasceu ainda no ensino fundamental e foi fortalecido pela convivência com familiares da área da saúde, especialmente sua mãe.

“Sempre foi um sonho tanto meu como da minha mãe desde o ensino fundamental. Eu sempre tive família que é da área da saúde, minha mãe trabalhava muito, ia ver ela de plantão e eu acho que o incentivo ajudou muito em escolher essa área”, conclui.

Quando o sonho também encontra inspiração dentro de casa

A cerimônia também marcou o início de uma trajetória especial para Gabriel Barreto, filho do coordenador do curso de Medicina. Para ele, estar ali representa a concretização de um sonho e, ao mesmo tempo, a oportunidade de seguir uma inspiração que acompanha de perto.

Com o pai presente no ambiente acadêmico, Gabriel reconhece que esse exemplo teve papel importante na escolha pela profissão. “É muito gratificante mesmo, é um sonho sendo realizado. A gente sabe o quanto a gente luta pra estar aqui, e quando consegue finalmente vestir de branco e vestir esse jaleco, sente uma gratificação muito grande. Ter meu pai aqui é um exemplo, uma inspiração, certamente é um dos motivos que eu tô aqui”, finaliza Gabriel Barreto.

A emoção também atravessou gerações na história de Kauâ e sua mãe, Wanessa Arnaud. Formada na mesma instituição onde o filho agora inicia sua trajetória, Wanessa viveu uma noite particularmente especial ao perceber que, de alguma forma, o caminho que ela percorreu também serviu de inspiração para que o filho chegasse até ali.

“É muito gratificante. Não tem como a gente não agradecer primeiramente a Deus. Vê-lo trilhar pelos caminhos que eu trilhei, não na medicina, inclusive esse sonho, esse desejo pela medicina foi maior dele, porque até então eu sempre incentivei, calma, faz fisioterapia também, mas ele não, eu quero medicina, e ele alcançou esse sonho. Chegando aqui, hoje estamos muito felizes, e eu em saber que ele vai se formar no mesmo lugar onde eu me formei, fiquei muito emocionada agora em ouvir que eu fui o exemplo, o incentivo, não tem como a gente não se sentir”, finaliza.

Histórias como a de Gabriel e Kauâ mostram que, por trás de cada novo jaleco, existe muito mais do que um estudante iniciando a graduação. Existem famílias que sonharam junto, pais que serviram de inspiração, mães que acompanharam cada etapa e jovens que enfrentaram desafios até finalmente chegarem ao momento de vestir o branco pela primeira vez.

Um jaleco que representa compromisso

Mais do que uma celebração, a cerimônia também propôs aos estudantes uma reflexão sobre o significado de escolher a Medicina. Psicólogo e palestrante da noite, Bruno Lucena destacou que o momento não representa uma chegada, mas o começo de uma formação pautada pelo compromisso ético e humano.

“A cerimônia do Jaleco não se trata de uma colação de grau antecipada, pelo contrário. A cerimônia do Jaleco é o momento em que nós iremos oportunizar uma reflexão crítica acerca do compromisso ético e humano, que agora os médicos em formação, os nossos discentes, deverão ter como base para potencializar o seu processo formativo. O Jaleco é um símbolo paradoxal da medicina. E como tal, ele marca esse ingresso dentro dos campos de prática, mas sobretudo no que diz respeito à responsabilidade. Para, com o cuidado do outro, transformar o conhecimento em práticas de cuidado efetivas”, finaliza.

Ao final da cerimônia, cada estudante levou consigo muito mais do que a fotografia de um momento especial. Levou a lembrança de quando um sonho ganhou forma, de quando o branco passou a representar uma nova identidade e de quando uma escolha feita hoje começou a desenhar o profissional que existirá amanhã.

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