Da ideia à experiência. Foi com essa proposta que o curso de Arquitetura e Urbanismo do Unifip realizou a primeira edição do ARQ 360, um evento que transformou o conhecimento acadêmico em uma jornada de descobertas, conexões e novas perspectivas sobre o exercício profissional. A iniciativa reuniu estudantes, professores e convidados em uma programação diversificada, aproximando a formação universitária dos desafios e das possibilidades do mercado de trabalho.
Com minicursos, oficinas, visitas técnicas, imersões, mesas-redondas e palestras com profissionais de projeção nacional, o ARQ 360 proporcionou aos participantes uma experiência que ultrapassou os limites da sala de aula. Entre as atividades, destacaram-se propostas como Por Dentro do Escritório e Refinando o Olhar, que contribuíram para ampliar o repertório dos acadêmicos e estimular novas percepções sobre os processos criativos e a prática arquitetônica.
Para o coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo, Rafael Abrantes, a primeira edição representou a concretização de uma proposta pensada para provocar reflexões sobre a trajetória acadêmica e profissional dos estudantes.
“A nossa intenção é fazer com que essa imersão tenha um impacto positivo e leve nosso estudante a refletir um pouco sobre sua carreira e o tipo de profissional que ele quer se tornar. Estamos bem satisfeitos com o evento, foi um sucesso, auditório completamente tomado pelos congressistas, todos interagindo. Foi felicidade total para nós do curso de Arquitetura e Urbanismo”, destacou o coordenador.
A aproximação com o cotidiano da profissão foi um dos principais diferenciais da programação. Ao proporcionar contato com diferentes experiências e possibilidades de atuação, o evento incentivou os estudantes a compreenderem a amplitude da Arquitetura e do Urbanismo, uma área que envolve não apenas a concepção de espaços, mas também questões sociais, culturais, ambientais e econômicas.
Segundo a coordenadora adjunta do curso, Eliane Medeiros, o ARQ 360 nasceu justamente do desejo de conectar a formação acadêmica às vivências que fazem parte da realidade profissional.
“Com essa nova proposta de evento, trouxemos um pouco da conexão da prática profissional para os alunos. Arquitetura e Urbanismo é um mundo, temos um nicho enorme de atuação, e a intenção foi tirar o aluno das quatro paredes da instituição e levá-lo além. Despertamos os alunos para a vivência profissional”, explicou.
Arquitetura, identidade regional e sustentabilidade em debate
Além da imersão profissional, o ARQ 360 abriu espaço para discussões sobre a relação entre Arquitetura, território e sustentabilidade. As particularidades climáticas e ambientais do Sertão estiveram entre os temas abordados, convidando os participantes a refletirem sobre soluções arquitetônicas conectadas à realidade regional e aos desafios contemporâneos.
A convidada Cintia Liza destacou a importância de promover encontros que valorizem a troca de conhecimentos e a construção de uma Arquitetura sensível às características do lugar onde está inserida.
“Para mim é muito importante esse momento, conversar sobre Arquitetura, ver possibilidades para o nosso clima, para o nosso bioma. Será sempre um prazer discutir Arquitetura e compartilhar experiências. Acho que só assim a gente consegue evoluir e projetar cada vez melhor”, afirmou.
A reflexão sobre o território também ganhou destaque na participação do palestrante Lucas Gomes, que chamou a atenção para a necessidade de pensar a produção arquitetônica diante das transformações ambientais e da urgência climática.
“É uma discussão extremamente importante no ramo da Arquitetura, não só pela questão de trazer uma arquitetura que seja sertaneja, mas pela urgência de estar lidando com um planeta em cataclismo climático. Então, a Arquitetura tem que refletir muito o seu lugar e falar de suas questões sustentáveis”, ressaltou.
As discussões evidenciaram a importância de formar profissionais capazes de interpretar o contexto em que atuam, considerando as condições climáticas, a identidade cultural e as necessidades das comunidades. Nesse cenário, a Arquitetura se apresenta como instrumento de transformação, capaz de unir inovação, responsabilidade ambiental e valorização das particularidades regionais.
Uma experiência que vai além da sala de aula
A expressiva participação dos congressistas e a interação durante as atividades marcaram a estreia do ARQ 360. Mais do que reunir conteúdos e especialistas, o evento criou oportunidades para o compartilhamento de experiências, o desenvolvimento de novas habilidades e a construção de conexões entre o universo acadêmico e a prática profissional.
A primeira edição também evidenciou o potencial de iniciativas que colocam o estudante como protagonista do próprio processo de aprendizagem, incentivando a curiosidade, o pensamento crítico e a busca por uma atuação profissional mais consciente e criativa.
Ao encerrar sua programação, o ARQ 360 deixou uma mensagem que traduz a essência da iniciativa: a Arquitetura começa com uma ideia, mas ganha significado quando se transforma em experiência, dialoga com o território e impacta positivamente a vida das pessoas.
Para os acadêmicos de Arquitetura e Urbanismo do Unifip, essa primeira edição representou uma oportunidade de ampliar horizontes e perceber que o futuro da profissão também se constrói a partir das experiências vividas durante a formação universitária.
