O Núcleo de Direitos Humanos, Relações Étnico-raciais e Meio Ambiente do Unifip esteve, na manhã da última sexta-feira (18), na Comunidade Quilombola Serra do Talhado, na zona rural de Santa Luzia (PB), para dar continuidade às atividades do programa de extensão desenvolvido em parceria com outros núcleos e cursos da instituição. O Unifip entregou um parecer técnico a partir dos estudos da água coletada dos reservatórios na comunidade.
O programa desenvolve ações voltadas à defesa de direitos em comunidades do Sertão. Além da Comunidade do Serrote do Talhado, também integram as pesquisas a Comunidade da Pitombeira, em Várzea, e o assentamento agrário do Campo Comprido, em Patos.
Uma das frentes de atuação está relacionada à qualidade da água disponível nessas localidades. Para avaliar as condições de consumo, foram realizados estudos técnicos a partir de amostras coletadas em reservatórios utilizados pelos moradores.
A partir de estudos técnicos foram identificadas alterações que podem afetar o consumo humano e o cultivo. As análises constataram a presença de coliformes fecais acima dos níveis aceitáveis e concentração de cloro residual livre abaixo do necessário.
“Essa pesquisa é muito importante, porque nós não tínhamos o conhecimento do que poderia conter na água. E a gente receber um diagnóstico desse me preocupa muito”, destacou a professora Gilvaneide Ferreira.
Os estudos também identificaram a presença de metais pesados na água dos poços. As condições encontradas afetam tanto o consumo humano quanto a possibilidade de utilização da água para o cultivo de hortaliças e outras plantações.
“Esse estudo foi feito a pedido da comunidade e, neste contexto, convidamos diversos colegas para construirmos diversos conhecimentos com várias expertises à luz das necessidades da própria comunidade”, destacou o professor Arnaldo Sucuma, coordenador do Núcleo.
A partir dos resultados obtidos e da necessidade de orientar os moradores, o programa desenvolveu uma cartilha com informações para auxiliar a comunidade a enfrentar o problema e reduzir os riscos de contaminação relacionados à água. O material também foi entregue durante a visita.
Com a continuidade das atividades, o programa de extensão passa agora a desenvolver ações relacionadas à medicina veterinária preventiva, utilizando o conceito de saúde única. A nova etapa abordará a prevenção de doenças parasitárias e investigará possíveis mudanças na ecologia da região, que podem ter ocorrido a partir da instalação das torres eólicas.
Outros cursos do Unifip também acompanharão as atividades, contribuindo com conhecimentos e ações em diferentes áreas.
