Unindo conhecimento acadêmico e compromisso social, o grupo de pesquisa do Núcleo de Direitos Humanos, Relações Étnico-raciais e Meio Ambiente, em parceria com o Núcleo de Responsabilidade Social, realizou uma importante ação na Comunidade Quilombola Serrote do Talhado, localizada na zona rural de Santa Luzia.
A iniciativa integra uma pesquisa de campo voltada à análise da qualidade da água em comunidades quilombolas do sertão. A equipe realizou a coleta de amostras que serão analisadas em laboratório, com o objetivo de verificar se a água consumida atende aos padrões adequados.
A partir dos resultados, serão elaborados laudos técnicos com orientações e soluções, que podem incluir melhorias no tratamento, abastecimento, manutenção de reservatórios ou, quando for o caso, a confirmação da qualidade da água.
Na comunidade, cerca de 18 residências são abastecidas por uma adutora que recebe água de um poço da região. Além disso, cisternas também garantem o acesso à água, sendo abastecidas pelo projeto Água do Céu, da empresa Neoenergia.
Para garantir um diagnóstico mais preciso, as coletas foram realizadas tanto nos poços locais quanto nas cisternas abastecidas por carro-pipa, permitindo uma análise comparativa das diferentes fontes de água utilizadas pela população. Ao final do estudo, os moradores receberão os resultados e os encaminhamentos necessários.
A ação contou com a participação de alunos dos cursos de Engenharia Civil e Direito, fortalecendo o caráter multidisciplinar da iniciativa e ampliando o olhar técnico e social sobre a realidade da comunidade.
A professora Luísa Medeiros destacou a importância da vivência prática para os estudantes envolvidos. “Essa experiência permite que os alunos saiam da teoria e compreendam, na prática, o impacto social da profissão. Eles participam ativamente de todas as etapas da pesquisa, desenvolvendo um olhar mais sensível e comprometido com a realidade das comunidades”, afirmou.
Já o coordenador do núcleo, Arnaldo Sucuma, ressaltou o alcance da ação. “Nosso objetivo é levar conhecimento científico para contribuir diretamente com a qualidade de vida dessas comunidades. A pesquisa não termina no laboratório, ela retorna em forma de soluções e orientações que podem transformar realidades”, destacou.
A ação evidencia como a integração entre ensino, pesquisa e extensão pode gerar impactos reais, aproximando a academia das necessidades da população e promovendo desenvolvimento com responsabilidade social.