Com foco na atualização científica e no fortalecimento da prática clínica, o Unifip promoveu uma importante formação sobre Atrofia Muscular Espinhal (AME), reunindo residentes e profissionais da saúde em um momento de troca de conhecimentos e reflexão sobre o diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas. A atividade aconteceu em parceria com o laboratório BIOGEM e destacou a relevância do tema para a realidade do Sertão paraibano.
A médica Dra. Isabella Mota ressaltou a importância da discussão diante do contexto regional e dos desafios relacionados ao diagnóstico da doença. “O Sertão da Paraíba tem um alto índice de casamentos consanguíneos, e a atrofia muscular espinhal é uma doença genética autossômica recessiva com a prevalência muito alta, porém os diagnósticos não existem ou são poucos, ao subdiagnóstico importante para uma doença crônica degenerativa que tem tratamentos que podem diminuir a velocidade de evolução da doença. Então o objetivo maior é divulgar essa enfermidade, apesar de rara, é bem comum na nossa região”, finaliza Dra. Isabella Mota.
A formação também proporcionou aos residentes uma ampliação do olhar clínico, especialmente no acompanhamento infantil e na identificação precoce de sinais neurológicos. “Enquanto residente de medicina de família e comunidade, essa aula traz o tema doenças neurológicas que afetam principalmente a infância, nos faz despertar o olhar atento a intervir precocemente. Então essa visão de quando uma criança começa a ter deficiência, ou não atingir marcos no desenvolvimento nos faz pensar e criar alertas e reflexões sobre as doenças neurodegenerativas”, finaliza o residente Antônio Medeiros.
De acordo com AnaRita Salvador, coordenadora das Residências, a iniciativa reforça o compromisso institucional com a qualificação contínua dos profissionais da saúde. “Essa é mais uma experiência exitosa que o Unifip oferece aos residentes, focando em qualificar o que há de mais moderno e atual no campo da ciência para o tratamento de alguns agravos de saúde. Então essa formação em parceria com o laboratório BIOGEM para discutir no tratamento da doença AME”, conclui
A formação reforçou a importância da educação continuada na área da saúde, promovendo conhecimento científico, troca de experiências e preparação dos residentes para uma atuação cada vez mais qualificada diante dos desafios clínicos e das necessidades da população.